21 de abril 2020

O vermelho da Tommy Hilfiger vem das maçãs

Em busca de soluções para reduzir o impacto ambiental, as marcas estão gradualmente a mover-se em direção à reciclagem, recorrendo a processos de produção que utilizem menos energia e que recorram ao uso de materiais orgânicos. As fibras de algumas frutas são, cada vez mais, cobiçadas nesta indústria por evitarem o uso de materiais que requerem tratamentos químicos.

Foi o que fez a Tommy Hilfiger. Para a temporada primavera/verão 2020, criou dois modelos de sapatilhas feitos com essas fibras. Algo possível graças aos resíduos da indústria da maçã e a uma associação com a startup italiana Frumat, que desenvolveu uma nova matéria-prima de várias espessuras e texturas, permitindo a criação de peças originalmente produzidas em couro. O modelo sustentável está disponível tanto para homem, como para mulher, em duas cores bastante características da marca: azul-marinho e branco. As fibras integram 24% das sapatilhas, correspondendo à parte superior das mesmas.

A escolha deste material inscreve-se na jornada contínua da Tommy Hilfiger para criar uma moda mais inclusiva e sem desperdício, e deve-se, em concreto, ao facto de o “impacto ambiental ser menor do que outras alternativas de couro vegan, que, normalmente, contêm grandes quantidade de materiais fósseis”.

A par desta coleção, a marca norte-americana tem vindo a desenvolver um conjunto de ações que vão ao encontro de um conceito de moda sustentável. Como tal, já apresenta roupas feitas com denim 100% reciclado, penas recicladas, lã 100% reciclada e algodão 100% reciclado.

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