Sustentabilidade
15 de outubro 2020

Quando a sustentabilidade marca… gooolo: As medidas que vão tornar o regresso aos estádios mais verde!

É verdade que, por agora, os jogos de futebol se fazem à porta fechada. Mas, quando os estádios voltarem a abrir portas aos adeptos, é fundamental que esse regresso seja o mais verde possível. Clubes à parte, claro!

Em nome da saúde e da segurança, os estádios de futebol estão mais vazios. Não em campo, mas nas bancadas. A pandemia a isso obrigou. O espetáculo ficou a perder, mas porque não aproveitar este momento para refletir um pouco sobre como aplicar as boas práticas sustentáveis no futebol?

Afinal, este é o desporto-rei e move multidões. É uma festa e, como tal, pode ser aproveitada para celebrar a sustentabilidade. Foi nisso, aliás, que pensaram a Fundação do Futebol – Liga Portugal e a Sociedade Ponto Verde quando, em agosto, assumiram um compromisso conjunto sob a forma de um Manual de Sustentabilidade Ambiental para o Futebol Profissional.

No centro está um vasto leque de medidas que vão tornar os estádios palco de boas práticas sustentáveis, com as equipas a “vestirem” a camisola do ambiente. O pontapé de saída? A adoção de medidas que se inscrevam na economia circular – reduzir, reutilizar e reciclar.

Como? Aqui ficam alguns exemplos do que as sociedades desportivas podem fazer: reduzir os consumos de recursos (água e eletricidade); instalar equipamentos com maior eficiência energética; evitar a produção desnecessária de resíduos e prolongar a vida dos artigos; evitar merchandising que, quando os adeptos voltarem ao estádio, possa ser transformado rapidamente em lixo; reduzir o uso de materiais,como as coloridas bandeirolas de plástico que normalmente já não têm uma segunda utilização; identificar os diferentes tipos de resíduos e instalar pontos de recolha para reciclagem, quer internos, quer para o público.

No fundo, é no estádio como em casa!

E o que pode o público fazer? Precisamente o mesmo.

E começar por produzir menos lixo, não deitar lixo no chão, recolher o lixo que produz durante o jogo e depois colocá-lo nos destinos certos: no lixo indiferenciado o que é indiferenciado e nos ecopontos o que pertence a cada um – embalagens de plástico e metal; papel e cartão; embalagens de vidro.

O comportamento deve manter-se fora do estádio: depois do jogo, há que preservar o ambiente da comunidade vizinha, não fazendo ruído em excesso, não deitando lixo para o chão, usando os ecopontos pelo caminho para deitar as últimas embalagens.

Todos os gestos contam para fazer da sustentabilidade o melhor jogador em campo.

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