Campanha reinventar
01 de outubro 2020

Vamos reinventar o plástico? É possível consumir plástico de forma mais equilibrada e menos prejudicial ao ambiente!

O plástico faz parte do dia a dia dos portugueses. Porém, a forma como tem sido utilizado, é nociva para o ambiente. Mas não tem de ser assim. E é por acreditar nisso que o Pacto Português para os Plásticos tem em curso a campanha “Vamos reinventar o plástico”. Os exemplos das marcas, nacionais e internacionais, mostram que é possível.

O que esta campanha se propõe é sensibilizar os consumidores para uma utilização responsável do plástico. E o que significa isso? Significa beneficiar das características práticas do plástico, mas minimizando o impacto no ambiente. Afinal, sabemos que o plástico é leve, versátil, útil e barato, o que explica a sua utilização em mil e uma funções. Mas também sabemos que, se não for reciclado, demora muito tempo a degradar-se, e que a sua deposição em aterros acaba por contaminar solos e águas. Os oceanos, aliás, são as principais “vítimas”.

A Comissão Europeia estima que, anualmente, entrem nos oceanos entre 4,8 a 12,7 milhões de toneladas de plástico, provocando a exposição a químicos e a morte às diversas espécies marinhas. Além disso, quase metade dos resíduos encontrados no mar são plásticos descartáveis.

O que fazer então para alcançar o equilíbrio entre o consumo e o ambiente? Fazer um uso mais sustentável do plástico, pensando, também, no pós-uso. Na prática, passa por reduzir o plástico desnecessário, reutilizar as embalagens sempre que possível e aumentar a reciclagem. Estes são objetivos comuns a consumidores e a empresas, sendo que a estas cabe também investir em inovação que permita incorporar material reciclado em novos produtos.

A boa notícia é que são cada vez mais as marcas com este espírito.

Na Auchan, também é possível fazer compras mais sustentáveis, na medida em que o retalhista deixou de vender artigos de plástico de utilização única como talheres, pratos e palhinhas descartáveis, substituindo-os por artigos biodegradáveis e reutilizáveis.

E o Continente continua a percorrer o caminho da redução da utilização destes materiais, contanto com duas lojas livres de plástico descartável na seção de frutas e legumes. Adotou também, na área de padaria, sacos de papel feitos de fibra de celulose 100% natural e reciclável e está em processo de substituição de palhinhas convencionais por umas de papel reciclável nos pacotes de leite e sumos de marca própria.

Mas há mais exemplos que chegam de marcas que estão no nosso dia a dia. A Danone está a retirar as tampas de plástico da generalidade dos iogurtes e leites fermentados líquidos, numa ação que irá contribuir para a redução anual de 200 mil quilos deste material.

A Colgate disponibiliza tubos de pasta de dentes concebidos com polietileno de alta densidade, usado nas embalagens de leite e de sumos, por exemplo, as quais são recicláveis. Neste caso, e porque este material pode ser muito rígido para um tubo de pasta de dentes, que se quer flexível, a marca inovou, criando diferentes espessuras, de modo a proteger o conteúdo sem prejuízo da reciclabilidade da embalagem.

Ainda no campo da higiene – da casa e pessoal – marcas como a do champô H&S e do detergente Fairy têm vindo, desde 2018, a utilizar plástico recolhido dos oceanos.

Investem na inovação, tal como a L’Oréal, que lançou um concurso para encontrar novas soluções de embalagem, que passem pela redução do desperdício de plástico. A iniciativa é global, mas, em Portugal, venceu uma equipa da Católica Lisboa School of Business and Economics cuja ideia passa por utilizar o desperdício proveniente do processamento de laranjas para o fabrico de produtos e embalagens sustentáveis, utilizando bioplástico.

Boas práticas não faltam, a mostrar que está ao alcance de todos. Por isso, aqui fica o desafio: Vamos reinventar o plástico?

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